Desconstrução
O que trago a você
São apenas os escombros de mim.
Não se sinta culpado por eu estar assim:
Um pouco triste, um pouco apático, agora, como vê.
Suas fotos no chão foram minha cama
E o sol, que invadia a sala, secava cada lágrima.
Muito de minha alma se perdeu.
Antes, éramos nós, hoje, sou só eu.
Eu que vago dentro de mim mesma, bem lá no fundo.
Eu que sinto um vazio que vem do nada e devasta tudo.
Eu que, na simplicidade do amor, achei que mudaria o mundo
Pensei que nossa história teria reticências. Mas, me iludo.
Agora percebo que foi pura insanidade
Porque tivemos um ponto final, na verdade.
Raquel Rosa da Silva Nº 30 – 1º.D – 1º.Lugar
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Eu não tenho amigos,
mas gosto de batatas.
Eu acredito que sou muito legal.
Porém, amigo!? Bom, não tenho nenhum.
Alguns dizem que sou especial.
Pode ser, já que não sou qualquer um.
Pareço viver em uma intertextualidade sem igual.
De terror com monstro algum
E, de repente, em um filme espacial,
Um romance sem amor nenhum.
Mas, eu sou como adjetivo,
Como um furacão
E posso até ser uma pessoa chata.
Porém tenho um objetivo,
Que talvez vá contra a razão:
Eu gosto de batata.
Kauê Capucho dos Santos Nº 20 – 2º. Lugar
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Segredos
Por que nada simplesmente fácil não poderia ser?
Por que você teve que aparecer?
Era tudo tão simples, sem você
E eu me pergunto: Por quê?
Por que você teve que me trazer toda essa essência do seu ser?
Por que você teve que me enfeitiçar, me encantar, ou até me usar
Por que justamente EU tive que ser diferente, ousar?
Por que o meu apaixonar por você tinha que acontecer?
Por que ainda procuro você nos meus sonhos,
Se tristonhos, serão meus dias na vida real?
Por que eu tive que nascer simples mortal?
Porque, na verdade, eu amo amar.
Paro para observar:
Por que você tem o dom de me enfeitiçar?
Hiago Vinícius da Silva Nº.16 – 1º. D – 3º. Lugar
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Soneto do espaço vazio
Ele sorria
E beijava sua mãe todo dia.
Ele vivia
Mas ele está morto. Acabou a alegria.
Sua mãe chora,
A presença dele, ela implora.
Ela já não sorri.
Queria tê-lo aqui.
Mas querer não é poder
E ele se foi sem perceber.
O pior é que ninguém teve nada a dizer.
O tamanho do vazio, não consigo precisar.
Faz-me chorar, pensar, gritar...
Não posso mais falar...
Andreza dos Santos da Silva Nº6 – 1º. D – 4º. Lugar
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A evolução que não esperei
Não sabia o que era crescer
Até o trabalho aparecer.
Ah! Que saudade daquele mundo que já vi:
Seguro, doce e que doces comi e vivi!
Os sabores mais diversos provei;
Brincadeiras inventei, paixões embalei, saudades criei.
Ah! Como dancei, comecei e recomecei!
Para mim, nada tinha fim.
Trago, na lembrança, uma criança.
Esta que sei, nunca deixarei.
No corpo, aparecerão mudanças, mas sobrarão esperanças.
Hoje construo seguro o meu futuro.
Não é que eu queira ser vagabundo,
Mas esperava ser mais feliz nesse novo mundo.
Gabriela Ribeiro Baptista Nº12 – 1º. D – 5º. Lugar
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Metalinguagem
A metáfora, que resumidamente compara, é minha casca.
A anáfora, que algo repete, tornou-se minha carrasca.
Metonímia, parte pelo todo, meu amor.
Catacrese é um dente de alho com dor.
Elipse (com verbo subentendido), minha flor.
Silepse, de número, pessoa ou gênero. Que calor!
Pleonasmo, descer para baixo em minha foz.
Eufemismo, para amenizar as durezas de minha voz.
Sinestesia, cheiro azedo, no meu agito.
Ironia, estou fazendo um lindo soneto, eu grito.
Anacoluto, quebrou minha sintaxe algum gatuno?
Dor de aluno,
Dor de autor.
Barulho de computador!
Amanda Ariela Bastos de Souza Nº 1 – 1º.D
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Inspiração
Em minha mente, um esvaziamento
Não me deixa espaço para criar.
A ausência do pensamento
Enche minha cabeça de ar.
Inércia de baixo a cima,
A preguiça me domina.
Vontade não me anima.
Onde está a minha rima?
Faltam duas estrofes apenas.
Com esforço, posso terminar.
Deus, alivie minhas penas!
Sinto falta da ideia,
Mas não vou me importar,
Sei que conquistei minha plateia.
Amanda Cesário Bertran Nº 2 - 1º. D
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Coração partido
Vou até a janela e vejo:
Frio e chuva. Paro e penso:
Aula de Português não desejo
Porque o cansaço é intenso.
De terça, a tarefa é sobre sinonímia,
Palavras de semelhantes significados.
Na quarta, veremos a antonímia.
Parece epidemia, já estamos saturados.
Para as tarefas poder resolver,
Entrar no portal do Clickideia.
Não possuindo Internet, peço à Andreia.
Fiz tudo o que tinha a fazer.
Entreguei e a professora não gostou.
Então, meu coração partido ficou.
Amanda Yumi Ono Nº 3 – 1º. D
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Serenata
Ela estava quase dormindo,
Quando a música tocou.
Abriu os olhos e levantou sorrindo,
Ao lembrar-se de quem amou.
De onde vinha, não sabia.
Mas parecia feita para ela
Aquela bela melodia
E, de repente, abriu a janela.
Lá estava ele, com toda sua perfeição.
Cantava ao som do violão,
Um anel pousado em sua mão.
Ela desceu correndo e o encontrou.
“Quer casar comigo?”, ele perguntou
“Sim!” Sorriu e o beijou.
Ana Raquel Nascimento Caldas Nº 04 – 1º. D
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Felicidade perdida na cidade
Todos procuramos a felicidade,
Mas defini-la, quem conseguiria?
Somos como almas perdidas na cidade,
Enfrentando nosso dia-a-dia.
Não me prendo a minha sanidade.
Por mais que alguém me interrogue,
Embarco sempre de cabeça no meio da tempestade.
Que, por onde passa, deixa todo mundo grogue.
Outros tentam encontrar a verdade.
Para que as loucuras da idade
Não os levem para outro caminho.
Como Inês conseguiu seu carinho;
Com o Alienista que se perdeu em sua insanidade,
Será que eu, um dia, descubro o que é felicidade?
Andressa Lemes dos Santos Dias Nº 5 – 1º. D
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Soneto da paixão
Eu pensava que amava.
Mas, na verdade, odiava.
Somente hoje é que vejo
Que era apenas desejo.
Já consegui sentir sua dor.
Já consegui sentir seu amor.
Mas, hoje não me resta nada,
Apenas sofro calada.
Mas, o que aconteceu entre a gente?
Foi só um molde de gelo
Que derreteu para meu castigo.
Sinto-me presa a uma corrente.
Se você não voltar, vou prendê-lo
Para viver, ao meu lado, comigo.
Camila Pelegrini Cardoso Nº 8 – 1º. D
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Mudanças
Mudanças? É difícil perder as esperanças.
Assim, passou-se muito tempo depois do fim.
Prendi-me ao torpor, para não sentir a dor.
Tudo estava ruim, quando Páris apareceu para mim.
Estou resistindo, meu sangue ainda está fluindo.
Seguindo minha sina, procuro pela adrenalina.
Minha alucinação me ensina e guia para a guilhotina.
Nunca foi um sonho lindo, mas tudo está sumindo.
Porém, continuo insistindo, vivendo num círculo infindo.
De controle está fora e preciso vencê-lo agora.
O seu silêncio é uma tortura, minha dor perdura.
Vejo os abutres chegando, nenhuma saída avistando.
A ferida está aberta, a direção é incerta.
A vida pode prevalecer até o dia amanhecer?
Daniela Miwa Taira Nº 9 – 1º. D
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Manhãs
Nas manhãs de terça e quarta-feira,
Durante as aulas de Português,
Vemos-nos sem eira nem beira
Como xeque-mate, num jogo de xadrez.
Vendo algo sobre linguagem,
Contidos num tal jornal,
Com notícias que lembram meu personagem:
Um médico cego regional.
Aprendo sobre gêneros textuais,
Fazendo provas e trabalhos, usando novos materiais.
Espero, realmente, não ver isso nunca mais.
Sinceramente, essa parte acho interessante:
Algumas escolas literárias, em ensino abundante,
Utilizando o assunto num trabalho anual, considerado muito importante.
Felipe Augusto dos Santos Vaz Nº 11 – 1º. D
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O vagabundo
O que, infelizmente, não falta neste mundo
É aluno folgado, preguiçoso e vagabundo.
Levar todo esse tempo para construir um personagem,
Só pode ser falta de vergonha ou vadiagem.
Faz de novo até, quem sabe, aprender.
Um roteiro mal feito não dá para receber.
Tem sempre aquele que não presta atenção
E entrega trabalhos sem a menor condição.
Escreve de qualquer jeito, com falta de coesão.
Nos discursos diretos, esquece do travessão.
Sabe que tudo fica horrível, se feito com má vontade.
O melhor é trabalhar com total honestidade;
Buscar encontrar nos textos suas profundas emoções,
Estejam elas em prosa, sonetos ou canções.
Gustavo Salomão Ferreira Nº 14 – 1º. D
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Sem sentido
Embarque de uma vez nessa caravana!
Venha divertir-se na bicicleta humana!
O tempo é a criança que nunca dorme.
Na escola, não deveria usar uniforme.
Carona de bicicleta é uma ironia;
É assim que ladrão foge da padaria.
Segurança não é brincadeira não.
O que eles vão fazer nessa tal de eleição.
Juro que tentei!
Mas nada consegui,
Por isso, esse soneto sofrido.
Nesses versos, me matei,
Tomando meu suco de kiwi,
Fiz um soneto sem sentido.
Henrique Bassote Nº 15 – 1º. D
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Parar e pensar
Tente entender
O conselho que vou dar:
Logo, logo irá sofrer,
Se loucamente amar.
Não desista de viver,
Mesmo se falhar,
Não irá se arrepender,
Se não parar de lutar!
Falando com sua mente,
Preso num buraco profundo,
Você percebe que a situação não é tão tensa.
Zoop! E, então, de repente,
Você começa a entender o mundo.
É isso que acontece quando se para e pensa.
Ingo Martinho de Oliveira Silva Nº 17 – 1º. D
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Maldita guerra
Tal qual “Os lusíadas”, devo proferir:
Temos o fardo de poder deter,
Sem uso de armas, vir a luzir,
Pois o “colosso” maior não pode ser.
A belicosa “plata” fora a ruir,
Maldito seja traidor a reger!
A pátria que nos queria reprimir,
Como o rei fizera Inês padecer.
Cativas de nossa herança lusa,
As forças do ditador se curvaram,
A vidas mortas, alto custo a pagar.
Ímpeto caudilho perdera a musa,
A liberdade eles afanaram
Seu poderio fora, com todos seus mortos, vagar.
João Lucas França Dias Rodrigues da Silva Nº 18 – 1º. D
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Amor além da vida
A saudade aperta e eu não tenho nada a fazer,
Senão apenas chorar e aceitar.
Isso não nos faz bem, só nos traz o sofrer.
Não posso mais me lamentar.
Ainda me lembro do seu sorriso, seu cheiro, seu jeito.
Deus sabe a falta que me faz, enfim.
Já faz um tempo e meu sentimento não foi refeito.
Logo você que sempre foi tudo para mim.
Como eu queria que fosse um pesadelo!
Ajuda-me a seguir em frente!
É meu único apelo.
Às vezes, me sinto perdida completamente.
Mas, pensar em você ameniza a melancolia.
Amor além da vida: minha única e impossível alegria.
Juliane Lima Pessine Nº 19 – 1º. D
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Soneto da saudade
A saudade é a solidão.
A solidão que nos deixa sem sentidos.
Os sentidos que nos deixam perdidos.
Perdidos, com um buraco no coração.
É como se não conseguíssemos aceitar
Que tal coisa já acabou,
Sentindo presente quem nos conquistou,
Sem que, ao menos, o pudéssemos tocar.
Talvez a saudade nos abraçasse,
Deixasse-nos com medo e sem reação
E, em seguida, nos amarrasse.
Só queremos a liberdade,
Como um passarinho que escapa do alçapão,
Mas caímos novamente na saudade.
Luana Rita Santana Nº 21 – 1º D
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Nossos sonhos
Mostre sua beleza!
Mostre que não é louco!
Mostre sua grandeza!
Nunca pense em pouco!
Pense em grandes riquezas!
Trabalhe como os mouros!
Pense alto, em proezas!
Vista a coroa de louros.
Sem medo,
Você pode! Você deve!
Nunca diga adeus!
Ainda é cedo.
Mas, acorde! Seja breve!
Corra atrás dos sonhos seus!
Luís Fernando Costa Bento Nº 22 – 1º. D
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Pensamento
Algo que entra na cabeça,
Que embarace, que enlouqueça.
Mas, no fim, se transforma,
Muda a sua forma.
Acaba confortável;
Torna-se amável.
O que causou agonia,
Agora esclarece e alivia.
Uma intertextualidade
Que está fora da realidade.
Um discurso indireto de verdade.
Uma confusão de momento,
Causada pelo conhecimento.
Algo chamado pensamento.
Luiz Guilherme de Castro Santos Nº 23 – 1º. D
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Momentos
Guardo comigo escondido,
Cada momento vivido.
Momentos de choros e risos;
Momentos incertos e precisos.
Levo comigo cada lembrança
E, dos momentos vividos, a vã esperança
De retornar aos bons tempos, sem tormentos;
Revivendo apenas os bons sentimentos.
Hoje, sou um retrato desbotado,
Muito fosco do passado,
De tudo o que aconteceu.
Só lamento por você não ter sido meu.
Agora, porém, é tarde. Não há resgate.
Pois já estou indo em direção ao abate.
Maísa Vequetini Teixeira Nº 24 – 1º. D
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Camões
Pouco se sabe sobre sua vida.
De Coimbra, talvez tenha sido estudante.
Grande poeta épico e lírico se tornou.
Mas, por um amor perdido, se autoexilou.
Com sua vida caída,
Para a África se deu a partida.
No exército se alistou.
Brava e corajosamente lutou.
Na Odisseia, se inspirou,
Fazendo, em contrapartida,
Uma grande obra já lida.
Os Lusíadas ele criou,
Conciliando as religiões.
Seu nome era Camões.
Miguel Correia de Medeiros Nº 25 – 1º. D
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Mudanças
Em um dia chuvoso,
Tudo começou.
Onde está aquele olhar curioso;
Que, em mim, tudo mudou?
Aquele olhar simples e imaturo
Que, em meio às mudanças,
Não olhou para o futuro,
Não suportou as cobranças.
Que, em meio à passagem do tempo lento,
Deixou-se levar
Pelo sentimento.
Mas, apesar disso,
Vejo-me submisso e impotente.
Será que ainda sou gente?
Murillo Mendes Nogueira dos Santos Nº 26 – 1º. D
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No meio do meu caminho
Tinha uma pedra no caminho,
Já dizia Drummond de Andrade.
Mas, a pedra de verdade é estar sozinho,
Nessa tal de intertextualidade.
A linguagem conotativa,
Num texto poético, é muito usada.
Por exemplo, nesta frase sugestiva:
Matei dois coelhos com uma só cajadada.
E, já este soneto acabando;
No final, haverá uma homenagem,
Sem figuras de linguagem.
Aprendi muito mais coisas, acabei contatando,
Que poderia ter imaginado
E, para a Kiki eu digo:- Muito obrigado!
Otávio Augusto Silva Rodrigues Nº 28 – 1º. D
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Sem pensar
É medo ou é terror?
É paixão ou é amor?
Essa dúvida na cabeça,
Quero tirar antes que eu pereça.
Com essa dura realidade,
Vivi minha mocidade,
Tentando descobrir um pensamento
Que se transformasse em conhecimento.
Tentando arrumar um substantivo
Ou somente um adjetivo
Que não seja diminutivo.
Só quero deixar de lembrar
E, somente amar,
Sem pensar.
Renan Suizu dos Reis Nº 31 – 1º. D
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Soneto do luar
O que é esta sensação
Que não consigo explicar?
Faz bater forte o coração,
Quando vejo a luz do luar.
Sinto estranha ambiguidade,
Quando a lua sobe no céu.
Será que, de sua parte, é vaidade,
Seu amor ter gosto de mel?
Não sei mais o que faço com esta paixão.
Sinto-me bem melhor na ocasião,
Em que você passa e faz disparar meu coração.
Este sentimento é um sujeito oculto.
Então, neste momento, meu coração eu consulto,
Para minhas falas não soarem como insulto.
Richard Freire Pereira Nº32 – 1º. D
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Você se foi
Você se foi tão rápido, de um modo apressado.
Deixou-me sozinho, abandonado.
Cada vez mais perdido,
Caindo nas profundezas, sem sentido.
Você se foi tão forte,
Deixando-nos apenas sua morte
Que se tornou o mais profundo corte
Desta alma sem sorte.
Você se foi tão querida.
Mostrou-nos a vida,
Da sua forma mais linda e definida.
Você se foi, voou.
Alcançou o que mostrou,
Nas estrelas com que sempre sonhou.
Thaluana Pereira Gabriel Nº 33 – 1º. D
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Não importa o quanto eu mude
Estou sempre mudando a verdade,
Tendo um novo objetivo e desejo.
Estou sempre trocando de realidade:
Às vezes choro, outras festejo.
Fazendo essas mudanças de mentalidade,
De mil novas maneiras versejo.
Fazendo essa nova personalidade,
Para ver se consigo um novo ensejo.
A cada transformação, mudo meu gosto;
Mudo meu pensar, mudo meu ser.
Serei feliz com esse novo rosto?
Mas não importa o quanto transformar-me,
Há algo que sempre igual vai permanecer:
Nunca conseguirei escapar do seu charme.
Thiago Eiji Goia Tukozaki nº 34 – 1º. D
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O sonhador
Quando fecho o olho, meio tristonho,
Não me lembro como, nem quando.
(Nessa sensação eu não mando),
Mas adentro em um sonho.
Chego a um lugar desconhecido,
Acontecem coisas estranhas,
Mas tudo parece ter sentido.
Sou o criador das façanhas.
Na imensidão do meu universo,
Emergi perplexo, como num verso;
Pois tudo faz sentido, é o reverso.
Caindo sobre precipícios, dragões matando.
Depois, vem uma voz do Além, sussurrando:
Victor! Victor! Pode ir acordando!
Victor Gabriel Mendes Teixeira Nº 35 – 1º. D
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Meu coração eu ofereço
Desde que acordo até dormir,
Não tiro você da minha mente
E meu remédio é vê-la sorrir.
Mesmo sendo assim, de repente.
O meu maior medo é a ferir.
Por isso, me diga o que sente.
Então, assim poderei me abrir,
Mostrar o que sinto realmente.
Assim, lhe entrego meu coração
E eu só peço que aceite.
Pois, dessa forma, ficarei muito feliz.
Por favor, me diga já : sim ou não?
Se sim, use-me para seu deleite!
Se não, viverei com uma cicatriz.
Victor Guilherme de Andrade Nº 36 – 1º. D
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Soneto do aluno
Os versos não encaixam,
O final não rima.
Dificuldades me rebaixam,
Mas eu dou a volta por cima.
Penso num substantivo
Que possa me ajudar,
Com o simples objetivo
De poder me expressar.
Tento fazer intertextualidade,
Para ajudar na atividade,
Pois estou sem criatividade.
Espero que eu consiga receber agora,
Com este soneto de última hora,
Meu primeiro MB, sem mais demora.
Vinícius de Melo Toniatto Nº 37 – 1º. D
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O amor
Por que, na vida, o Amor é tão importante?
Se quando nos machucamos com ele, a vida se torna dura.
Mas a dor do amor sofremos a todo instante,
Como uma eterna amargura.
Mas amar não é só tristeza.
Pois, em toda maldade, há sua beleza.
Ficar com a pessoa a quem se ama,
Torna-se mais quente que uma grande chama.
Então, por que procuramos o amor?
Como um sado masoquista a procura da dor,
Pois só quem sente sabe o sabor.
Então, meu colega, se você a encontrou,
Corra o máximo que puder atrás do vento que a levou.
Para que a encontre e aprenda o que é o Amor. Falou?
Wallace de Jesus Barroso Nº 38 – 1º.D
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O soneto
O soneto é algo intrigante
Que me toca no fundo do coração.
Às vezes, há uma palavra marcante,
Às vezes, despertam alguma emoção.
Como torná-lo importante?
Será o jeito de compreensão?
Talvez o modo de ser empolgante
É trazendo uma grande recordação.
Recordação que mexe com a gente,
Despertando outro sentimento.
Sentimento bom ou ruim.
Acabo esses versos confusos à minha mente.
O soneto ficará no esquecimento,
Onde haverá interpretações sem fim.
Yan Carlos Pereira de Carvalho Nº 39 – 1º. D
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O vento
Quando você entrar, não se esqueça de a porta fechar,
Porque as palavras que aqui dentro forem ditas,
Podem ser levadas pelo vento e, aflitas,
Por ele, sem dó, serão espalhadas pelo ar.
O vento espalharia coisas da nossa vida
E todo mundo saberia
De cada promessa não cumprida,
Que você me fazia.
Vento invisível, ligeiro e esperto
Para pegar nossos segredos, está sempre por perto.
E vai espalhar por aí. Isso é certo.
Por isso que eu digo (quem avisa é amigo):
- Depois que entrar,
Não se esqueça de a porta fechar.
Yasmin Quasne Osman Nº 40 – 1º. D
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Amor sofrido
As ondas que o mar produz,
Não é além de meu amor,
Que me leva a uma vida sem luz
E me carrega ao berço da dor.
Então, se pode dizer:
Ser ou não ser?
Fazer ou não fazer?
Partem de quem me faz sofrer.
E as feridas que ficam em mim
São somente o começo de algo
E não sei onde será o fim.
Se tiver um fim; pois, pelo que sei,
Arderia, mesmo se eu fosse um fidalgo,
Sem luz e sem o amor que esperei..
Felipe Moraes de Carvalho Nº 41 – 1º.D