Levantar, preparar, ir, estudar
Levantei cedo,
Levantei animado,
Levantei sem medo,
Acho que não estou atrasado.
Preparei minha omelete de ovo,
Preparei meu café com leite,
Preparei meu estojo novo
E fui escovar meu único dente.
Fui para a escola aprender,
Fui tentar não me aborrecer,
Mas era dia de ler.
Li Machado de Assis,
Li também o poema de D.Dinis
E esse soneto eu fiz.
Enzo Nagata No.10 – 1º.B - 1º. lugar
O gueto
Existia o Léo, um preto que morava no gueto,
Onde as pessoas andam direito;
Porque, se não, tomavam tiro no peito
Do prefeito.
No gueto morava um branco
Que andava manco
E dormia no banco
Tinha um carro que só pegava no tranco.
No gueto também tinha um japonês amarelo
Que gostava de caramelo
E ouvia o Belo.
No gueto, ficava a padaria do seu Manuel
Que vendia pastel
E tinha um caso com o Léo.
Pedro Henrique Mazali Sene No.36- 1º.B - 2º. lugar
Medo
Medo de chegar à vez,
Medo de gaguejar,
Medo de errar
E nota baixa levar porque não fez.
Todos observam desatentos,
Temendo uma bronca, sem lamentos
Por simplesmente falar.
Medo de a professora desagradar.
Os que já foram nem ligam mais;
Os que não, estão tensos demais.
Que vontade de sumir,
Acabando-me aqui para a aula prosseguir!
Fui bem? Não sei! Meu dever eu cumpri.
Por favor , não me dê “I”
Cauê Massi Corrêa No.7 – 1º.B - 3º. lugar
As funções da linguagem
Predomina em teses e textos informativos em geral,
É a função referencial.
Essa função é objetiva,
Subjetiva é a função emotiva.
Conseguir adesão
E chamar sua atenção,
Também conhecida por apelativa,
É a função conativa.
Quando o foco é a forma da linguagem,
A própria matéria constitutiva da mensagem,
Temos a metalinguagem.
Já a função poética tem a característica
De trabalhar a palavra de maneira artística
Ao mesmo tempo, mensagem e estilística.
Sthefani de Farias Morales No. 38 -1º.B - 4º. lugar
Melhor amigo
A minha maior felicidade
Foi quando encontrei meu cão;
Pois, quando eu andava pela cidade,
Deparei-me com esta paixão.
Logo que eu o vi,
Já quis adotá-lo.
Então, meu tio Davi
Ajudou-me a pegá-lo.
Agora, quando chego em frente ao portão,
Ele me sorri, latindo.
“Acho que só eu mesma mudei”.
Mudei por esta razão,
Mudei porque vejo toda família sorrindo;
Mudei, pois a ele me dediquei.
Thaís Megumi Yoriyasu No. 39 – 1º.B - 5º. Lugar
O próprio soneto
Tentei uma, duas três.
Tentei, refleti.
Tentei mais uma vez
E não consegui.
Fiz de tudo e não deu em nada.
Minha meta é criar um soneto.
O que me resta é dar risada.
Mas não vou desistir, prometo!
E agora estou só o pó.
Que me venha uma ideia! Faço esse apelo.
“Hum”! Descobri!
Um soneto acontece por si só.
Como fazê-lo?
Não sei, mas consegui.
Adrian Kim Mendes Monteiro Tamassaki – no.1 – 1º.B
Figuras de linguagem
Figuras de linguagem, vamos estudar.
Pleonasmo usa-se para reforçar;
Eufemismo é pura vaidade;
Perífrase expressa com mais facilidade.
Hipérbato é a inversão dos membros da oração;
Metonímia substitui, estabelecendo uma relação;
Sinestesia mescla órgãos dos sentidos;
Metáforas são comparativos subentendidos.
Na anáfora, as palavras do começo se repetem;
Apóstrofe consiste no apelo a alguém;
Prosopopeia dá vida a quem não tem.
Muitas outras tenho que estudar.
Mas, se a professora na prova caprichar,
Pelo menos dessas eu vou lembrar.
Alana Bordonalli no.2 – 1º.B
Diáspora de valores
Estou a digitar:
Pack Pack
E o tempo a passar:
Tiquetaque .
O som vem me transportar:
Vup vack
E as pedras a se riscar:
Risk rack.
Façamos, então,
A diáspora de valores
Cantemos, belamente.
Que Deus nos dê a mão
Para que sejamos trovadores!
Tornar-me-ei subjetivo e consciente.
Amanda Yukiko Sacó Hagy – No.3 – 1º.B
Um anjo
Um dia, eu vi um anjo,
Com seu jeitinho maneiro.
Parecia mais um arcanjo.
Era um pequeno forasteiro.
Seu cabelo louro,
Sorriso ameno
E seu maior tesouro:
Um doce olhar sereno.
Aquela sinestesia invadiu minh’alma.
Ele, excelente rapaz,
Eu mal podia manter a calma.
Mas, não importa mais.
Agora, tanto faz,
Com ele não falarei mais, jamais.
Ana Carolina Rocha no.4 – 1º.B
Redigir soneto
E que me valha a pena,
Para tecer um tema,
De certo fonema
Sobre essa imensidão.
As palavras falhadas,
Nem sempre atadas,
Parecem amortalhadas,
Em minha inspiração.
E a vida pequena,
Não deixa esquema
Para nenhum escrivão.
Se fosse um dilema
Ou talvez um problema,
Haveria uma solução.
Arthur Brum No.5 – 1º.B
O amor
Às vezes, o amor bate na porta.
Muitas vezes, forte e nos corta.
O amor é um sentimento gostoso.
Ruim é quando você fica ansioso,
Pode fazer perder a razão
Ou, então, machucar seu coração.
De vagar, às vezes, ele pode brotar
E, às vezes, rápido se manifestar.
A pessoa abobalhada vai ficar,
Consequência de um grande amor estar no ar,
Acordando, pensando nela e dormindo, sem esquecê-la.
Basta o amor chegar, para distraído ficar;
Acontecimentos incríveis podem ocorrer,
Rancoroso, porém, jamais vai parecer.
Eduardo Vinícius dos Santos Sá No. 8 – 1º.B
Coração orgulhoso
Quando caio no silêncio da madrugada,
Vejo, sinto, toco, realizo meu sonho.
Já percebo minha visão embaralhada:
Avisto um velho, feição sombria e sotaque estranho.
Rebanho o seguia,
Sabendo que, em alguma hora,
Eu mesmo iria embora,
Tudo se desfaria e não mais existiria.
Fria, era assim que estava aquela noite, em meu mundo alucinado.
Mesmo sabendo que de lá nada traria,
Aproximei-me do velho e ajudei-o a tocar o gado.
Ajuda, disso que ele – pelo menos em um sonho misterioso -
Precisava receber de um rapaz confuso e irritado,
Para que pudesse descansar seu velho e sofrido coração orgulhoso.
Elber Gabriel Contente de Santanna No.9 – 1º. B
Adolescente no amor
Hoje será um dia diferente,
Apesar de falarem que amor de adolescente é sempre igual,
Quando ela está na minha frente,
Nada fica banal.
Ilusão que só eu criei,
Se faz bem ou mal, não sei.
Se para ela é tão normal,
Para mim, foi tudo com que sonhei.
Como um alimento, sem camaradagem.
Ela observa minha má imagem.
Só não percebe que isso tudo é meu personagem.
Queria que ela estivesse hoje aqui,
Para que valesse tudo que vivi.
Mas, agora não posso, estou fazendo o vídeo da Kiki.
Fábio Soares Oliveira No.11 – 1º.B
Sem ter ninguém para amar
Eu vivia uma farsa:
Minha má sorte, sem comparsa.
Você com sua trapaça
E eu sempre sem graça.
Algo tinha que acontecer.
Assim não dava para viver:
Sem ter ninguém para amar,
Só sabendo o que é sofrer.
Ninguém reconhece meu valor,
Ninguém quer seu amor,
Ninguém quer você por perto.
Solidão,como num deserto,
Entristece seu espírito, sua alma;
Amarga sua vida, destrói sua calma.
Gabriel Gomes de Oliveira Brunetti No. 13 – 1º.B
Meu vício
Tudo era frio e cinzento. Nada bonito.
Porém, eu não me sentia esquisito.
Mas tudo isso mudou,
Quando o calor de seu sorriso me tocou.
Com ela, tudo é tão perfeito:
Vê-la, abraçá-la e tê-la junto ao peito.
Não sei se o que sinto é frágil ou concreto.
Só sei que a ela dedico todo meu afeto.
Quero admirá-la todos os dias, mesmo que por um segundo.
Vivo sob uma chuva de facas: sozinho no mundo.
Mas... se for por ela, vale cada hora de meu sofrimento.
Para tal ser divinal, não digno de olhar por um só momento.
Mas não dou a mínima para isso, desde o seu início.
Pois, para mim, ela é mais que uma deusa, é o meu vício.
Gabriel Gomes Pereira No. 14 – 1º.B
E & I
O nosso encontro era uma coisa inevitável,
Que nada nem ninguém poderia impedir.
Uma sintonia inigualável,
Que para sempre irá existir.
Um amor imensurável,
Que qualquer outro alguém é incapaz de sentir.
A pessoa mais amável,
O meu motivo de sorrir.
É em suas mãos que está a minha felicidade,
Razão clara de tanta cumplicidade
E, por isso, é que viverei ao seu lado por toda a eternidade.
O meu maior sonho é para sempre assim ficar
E a cada manhã poder lhe falar:
Obrigada por existir e me mostrar o que é amar
Gabriela Araújo dos Santos No. 15 – 1º. B
Tormento lírico
Ao saber que um soneto faria,
O medo apareceu em mim,
Pois soube que regras seguiria,
Para fazer um poema assim.
Pensei na rima a usar.
Pensei no tema a explorar
E, de tanto refletir:
Ou começava ou iria explodir.
Então, acabei por usar um tema que lamento.
Por não conseguir escrever,
Tudo já estava se tornando um lamento.
Tormento este o de querer criar
Um soneto que bom o bastante possa parecer,
Para que, pelo menos, uma pessoa venha a gostar.
Gabriela Azevedo de Morais No.16 – 1º. B
Últimos segundos de amor
Matar
A ecoar como única palavra em minha mente.
Infelizmente, sei que assim não conseguirei continuar.
Solucionar: com dois movimentos “Fiz minha paz”.
Rapaz, vejo-me sangrando e me pergunto se tudo isso valeu a pena.
Em cena, todos os esforços, dores e humilhações.
Ilusões? Agora não sei mais.
Aliás, vejo meu corpo cada vez mais fraco.
Num buraco, de fato, sinto-me perdida,.
Ferida. Uma singela lágrima escorre no meu corpo, um mar vermelho.
Conselho não quero, apenas espero ter outra chance.
De relance, sinto uma luz forte e quente.
Gente, sinto que estou partindo.
Sucumbindo, esse é meu adeus.... Deus!
Giovanna Lopes de Carvalho Coscarelli No. 17 – 1º.B
Como é bom voltar para casa!
Como é bom viajar
Para outro lugar!
Com longas noites vadias,
Cansativas e frias,
Muito tempo a trabalhar,
Esperamos recompensar.
Tudo que se gastou em planejamento
Passa como o vento.
Assim podemos aproveitar
O que tem de belo neste lugar
E ficar olhando o luar.
Mas, como é bom voltar
Para o nosso lar
E, dessa viagem, lembranças guardar.!
Giuliana Nair Lucchesi Ambrósio No.18 – 1º. B
Sem sentido, mas com rima
Fiz um soneto de última hora;
A caneta, sem lápis ou borracha.
Pensei em escrever sobre a bela aurora,
Tentei usar várias palavras, mas nada se encaixa.
A primeira estrofe foi um erro declarado.
A segunda vai de mal a pior.
Quando receitar para a sala, vou ser vaiado.
Não há vergonha maior.
Inspiração, aqui não há, mas nem todos concordam.
Cadernos e tarefas são meu trunfo.
Hipócritas que, há pouco, receberam o triunfo.
Já se foram 11 versos e eles me recordam
Que agora é só ter calma, pois o fim se aproxima.
Pode estar sem sentido, mas com rima.
Guilherme Garcia de França No.19 – 1º. B
Esperando
Afogado em desespero,
Já perco as esperanças.
Mas, é claro, espero
Por alguma mudança.
Pessoas bem vestidas
Que chamam a atenção.
Mal educadas, atrevidas
Jogam dinheiro no chão.
Do outro lado da sociedade,
Pobres, humildes, sem vaidade
Pegam moedas no chão da cidade.
Esperando sua hora,
Esperando a chance que demora,
Esperando encontrar alguma melhora.
Gustavo Lima de Carvalho No. 20 – 1º.B
Rotina
Mais um dia e aqui estou eu.
Mais um dia e nada mudou.
Mais um dia e nada aconteceu.
Mais um dia e, de novo aqui estou.
Tentei fugir da rotina,
Mas nada está acontecendo.
Tentei fugir desta sina
E hoje estou enlouquecendo.
Já estou cheio de me sentir vazio.
Quero logo uma mudança,
Não quero mais assim ficar.
Já estou por um fio.
Meu Deus, isso cansa!
Mas tenho esperança de que amanhã vai mudar.
Henrique Dias Branco No.21 – 1º.B
Maravilhas horripilantes
Eu acordei numa tarde brilhante.
Eu vi o bosque com uma rosa cortante.
Presenciei a lua em seu brilho magistral.
Um coelho passou em pressa sem igual.
As fileiras de arbustos rodeados,
Seres que não se mantiveram parados.
Caindo no mundo das maravilhas,
Ainda era eu, mas eu mesma estava a milhas.
Por um baralho passei a me zangar,.
Assim como um gato que apareceu no ar,
Coisas maravilhosas vi em rodopios.
Porém elas ainda me causam arrepios.
Atualmente, as florestas são normais:
Sem chá, sem críquete, sem portas, jamais,
Isabela Vasconcelos Silva No.23 – 1º.B
Depois da diversão, vinha a obrigação
Era dia de futebol,
Todo mundo se empolgou
E, naquele dia de sol,
Fiz meu mais belo gol.
Logo após a pelada,
Era a minha vez
E não tinha feito nada
Do questionário da Inês.
Eu e meu parceiro,
Que tinha o pai pedreiro,
Tínhamos que fazer o roteiro.
Mas, no final, deu tudo certo,
Pois meu parceiro era esperto
E morava bem perto.
João Pedro Malgueiro No.25 – 1º.B
Raposa na via Láctea
A campina, antes florida com alvas margaridas,
Agora,pela noite é engolida, tristeza de várias vidas.
Pequenos diamantes respingam no céu,
Abrindo o show neste negro véu.
A plateia é preenchida por um único espectador.
Parada, entorpecida, morrendo de amor.
O que tanto olhas, pequena raposa? Parece pensativa.
Sem desgrudar os olhos, continuou a narrativa.
- Quero brincar entre nebulosas,
Que a via Láctea seja bebida!
Correr com um cometa.
O universo tem coisas maravilhosas,
Cada uma espera ser percebida
Pelos seres que estão neste planeta.
Lorena Fernandes de Assis e Silva No.26 – 1º.B
A arte
Futebol, a arte de jogar.
O lindo passe de tri vela,
O gol de calcanhar, coisa bela,
Com a bola a rolar.
O gol, o mágico momento,
Passando pelo jogador,
Dando um elástico voador,
Marcando um golaço violento.
O craque, quando pega a bola,
Tem que saber o que fazer.
Se não, o zagueiro o faz tremer.
Tudo isso, não se aprende na escola.
Mas para ser reconhecido e jogar na copa,
Eu tenho que ir para a Europa.
Lucas Augusto de Souza No.27 – 1º. B
Cidade
Naquela cidade, várias pessoas passam.
Naquela cidade, nenhuma delas liga.
Naquela cidade, destinos se enlaçam
E todos ignoram a criança que mendiga.
Passam carros, passam trens.
Advogado, jornalista e pedreiro.
Naquela cidade, todos eram reféns
Dos bens e do próprio dinheiro.
Fonfom, bibi faz o trânsito.
Marceneiro, açougueiro, banqueiro,
Naquela cidade, só o lucro vem primeiro.
Naquela cidade, trabalham para comprar casa e mansão.
Mas, no fim, trabalham tanto sem razão,
Pois não podem levar o dinheiro para o caixão.
Luciano Rodrigues Danninger No.28 – 1º. B
A ilusão
Somente pássaros existiam
Sem preocupação.
Piu piu , eles faziam.
Para mim, era canção.
Que praia! Que clima!
Jamais voltarei. Agora, este é meu lar.
Peixes só faltam saltar para “cima”,
Para completar a mágica deste lugar.
Vejo alguém na frente do chalé.
Toc toc toc, interrompem meu café.
Deixe-me olhar a porta, para ver quem é.
Que porta, que nada! Foi só um sonho.
Foi meu relógio que fez um barulho medonho.
Ual! Que divertido! Ou melhor : que bisonho!
Luigi Janes Galderisi No.29 – 1º. B
Viva!
Pense, viva, acredite, sonhe, realize, arrisque-se!
Dê um abraço em alguém, quando você se sentir sozinho!
Curta, lambuze-se, ame, abrace, aproveite, declare-se!
E, quando encontrar aquele amigo, lhe dê muito carinho!
Aprenda a aproveitar todos os momentos da vida!
Faça algo que você nunca imaginou que teria coragem!
Dê a mão a alguém que necessita essa medida!
E, quando for necessário, diga alguma bobagem!
Nunca se esqueça de que sempre obstáculos surgirão!
Palavras ou atos que nos irão magoar.
Mas fique tranquilo, teremos um amigo para nos ajudar.
Lembre-se de agradecer e amar sua família, com carinho e atenção
E também seus verdadeiros amigos, necessários e precisos.
Em todos os momentos, alegrias e infinitos sorrisos.
Marina Kuhnen Zomignan No.31 – 1º.B
Eleições
Ao a tevê ligar,
Vejo, sem acreditar,
Com muitas desilusões,
Que é época de eleições.
Fico abismado,
Completamente atrapalhado,
Com essa aberração
Que se chama corrupção.
Esses homens, que reprovo,
Prometem o mundo ao povo
E só trazem a perdição de novo.
E, depois de votar
Em qualquer um, sem pensar,
Não adianta chorar.
Matheus Efrain Bueno Milani No.32 – 1º.B
Propaganda política
Hoje é sábado, dia de feriado.
Levantei cedinho, para tomar meu cafezinho.
Estava machucado e um tanto resfriado.
Depois do cafezinho, fui pedalar um pouquinho.
Peguei minha bicicleta e dei uma de atleta.
Subi com dificuldade e desci na maior velocidade.
Com o freio zoado, jamais teria parado.
Ah! Agora vou morrer! Isso é mentira! Não pode acontecer!
Voei a milhão, descendo a rua em desalinho.
Foi então que vi uma velha, perto de um espinho.
Gritei : - Sai! Sai,velha maldita! Sai do meu caminho!
Aí : Paw! Bati nela, que voou de roupa e chinela.
Tinha que pedir desculpas – eu sei – à velha que atropelei
Porém, a velha raquítica, era apenas um cartaz de propaganda política.
Matheus Manfio No.33 – 1º. B
A nova ordem mundial
Quando o mundo tiver coragem
De lutar de verdade
Os inimigos enviarão uma mensagem
Para mostrar de que eles têm vontade.
A nova ordem mundial é uma viagem
Que mostrará toda a realidade,
Sendo tudo uma sacanagem
Para enganar a sociedade.
Que mundo cruel vejo com meu olhar!
Vivendo no meio (Pá! Pá! Pá! ) da guerra,
Junto com minha querida.
Agora só me resta é terminar,
Sabendo que um dia se encerra
Tudo que aprendi em minha vida.
Murilo Silva Rocha No.35 – 1º. B
Reflexões de um cavaleiro
Juntamente ao vento, tremulavam
A bandeira gloriosa da guerra;
Mas também os cabelos dela brilhavam.
Sua distante e irrefutável amada, em sua terra.
Marchas de batalha ecoavam nos campos santos.
Via-se coragem transbordando deles;
Também o medo, sendo expiado por aqueles.
Todos sabiam que tudo acabaria em prantos.
Liberdade: vontade da nação
Totalmente regida por uma mão
Plena da ganância, da tirania sem perdão.
Ostentando seu elmo e sua espada de aço;
Enche o coração de ódio, invadindo o paço,
Demonstrando honra dos cavaleiros daquele espaço.
Rafael Bicudo Rosa No. 37 – 1º. B
O fim
O sangue corre quente,
Num ritmo doentio,
Em direção à minha mente,
Num pulsar sombrio.
Eles caem em ebulição,
Derretendo-me em lamento.
Só ódio em meu coração
E nenhum outro sentimento.
Quando o ódio chover,
Não poderei ver
O que hei de fazer.
Quando a explosão acontecer,
Não irei perceber
Que minha vida, nunca mais, eu vou ter.
Victor Hugo Mendes Brito No. 40 – 1º. B
O futebol
De gente muito viva, agora,
Aos mergulhados no formol,
Todo mundo adora
Uma partida de futebol.
Quando a bola rola,
Já se torna emocionante.
Pois, o esporte que entra de sola
É o mais contagiante
O futebol foi criado para nosso divertimento,
Mas, muita gente não entende o regulamento,
Não faz a menor ideia da regra de impedimento.
Quando a rede eu balanço,
Para a galera eu vou e danço.
É a maior alegria que alcanço.
Vinícius Cruz Vidal No.41 – 1º.B
Pássaro
Sou um pássaro sem asas e sem esperanças,
Preso numa gaiola sem nenhuma graça.
Tudo são amarguras, tristezas e lembranças.
Nada muda, o que quer que eu faça.
Perdi o meu R.G.,
Não tenho identidade.
Vivo só para querer você.
Jurei que não vou sentir saudade.
Não posso cumprir essa tola promessa.
Vou fugir.
Estou ansioso e com muita pressa.
Vou deixar tudo pra lá e sumir.
Quero esquecer você e me libertar.
Devolva minhas asas, quero voltar a voar.
Daniel Moreira Freitas No.42 – 1º.B